Cirurgia Geral

 

Lesões da Pele e Tecidos Moles

São inúmeras as lesões da pele e tecidos moles, habitualmente identificadas como alterações da pele ou tumefações (”papo”). Neste grupo incluem-se os nevos, quistos sebáceos, quisto sacrococcígeo, fibropapilomas e lipomas.
Podem localizar em qualquer parte do corpo e serem múltiplos (exemplo: cistos do couro cabeludo), a maior parte destas lesões são benignas, sendo fundamental uma avaliação clínica adequada para distinguir de lesões malignas, cujo tratamento e seguimento são diferentes.
Podem ser diagnosticados ao exame físico do doente através da inspeção e palpação. Usualmente o doente queixa-se do aparecimento de novo de uma lesão ou de uma alteração das características de uma lesão previamente existente, nomeadamente de alterações da cor, do tamanho, do seu contorno ou textura. Também se podem referir queixas dolorosas, da deformação resultante do crescimento das lesões ou pela sua infeção e consequentes sinais inflamatórios.

Hérnias da Parede Abdominal

As hérnias são zonas de fragilidade da parede abdominal que permite que parte do intestino ou de outro órgão, nesta cavidade, faça saliência para o exterior.
As hérnias umbilicais são uma das formas comuns bem como as inguinais que ocorrem na zona da virilha. Outra forma é a incisional que surge na zona onde foi feita uma incisão cirúrgica anteriormente.
Estima-se que cerca de 10% da população possa desenvolver um tipo de hérnia ao longo da sua vida.
As hérnias inguinais são mais comuns no homem e as hérnias umbilicais predominam no género feminino.

Ao exame objetivo, identifica-se uma tumefação que pode causar desconforto e tornar-se mais evidente durante atividades que impliquem esforço, como tossir. A hérnia tende a atenuar-se ou a desaparecer na posição deitada.

Nas fases iniciais é possível reduzi-la, ou seja, empurrar o seu conteúdo para o interior da cavidade abdominal. Quando ela se torna maior pode ficar encarcerada, e já não é possível reduzi-la, sendo necessária uma observação médica urgente.
A intervenção cirúrgica está indicada quando a hérnia provoca dor ou desconforto significativo, sendo realizada a correção do defeito herniário com sutura ou através da colocação de uma prótese. A utilização de técnicas minimamente invasivas permitem uma recuperação mais rápida e com menor dor.

Litíase Vesicular

Litíase vesicular é a presença de cálculos (“pedras”) na vesícula biliar.
A vesicula biliar é um órgão em forma de saco que armazena a bílis produzida no fígado. Após a ingestão de alimentos, a vesícula contrai-se a fim de lançar a bílis para o intestino delgado através das vias biliares (sistema de canais que drenam a bílis do fígado) para ajudar a digestão das gorduras.
A litíase vesicular é uma patologia frequente, sendo mais frequente no sexo feminino (Female, Fertile, Forty, Fat).
Cerca de 80% das pessoas não apresenta sintomas associados. As queixas mais frequentes são a cólica abdominal no quadrante superior direito e epigastro. Pode ser acompanhada de enjoos, vómitos, suores e palidez.
Podem ocorrer complicações por inflamação da vesícula (colecistite), das vias biliares (colangite) ou do pâncreas (pancreatite).
O meio complementar de diagnóstico indicado para o diagnóstico é a ecografia abdominal.
A cirurgia para retirar a vesícula (colecistectomia laparoscópica) é o tratamento recomendado nos casos associados a sintomas, quando surgem complicações (pancreatite, colecistite, colangite), pólipos vesiculares, diabéticos e imunossuprimidos.

Doença de Refluxo Gastroesofágico

O refluxo ácido ou o refluxo gastroesofágico (REG) acontece quando o conteúdo do estômago vai para o esófago. Geralmente é causado por um mau funcionamento do esfíncter esofágico inferior — uma válvula que permite que os alimentos entrem no estômago e, normalmente, evita que o conteúdo gástrico passe para o esófago.
O refluxo gastro esofágico é comum e estima-se que cerca de 20% da população do mundo ocidental apresente sintomas de refluxo.
O sintoma mais comum é a azia — uma sensação de queimor doloroso no meio do peito e na parte superior do abdômen, às vezes até garganta. No entanto, nem todas as pessoas com REG / DRGE sentem azia. Outros sintomas são a regurgitação, dor retrosternal, disfagia, enfartamento, mau-hálito, eructações e soluços constantes.
O refluxo é uma condição crónica, o que implica um tratamento de manutenção prolongado para evitar recaídas e/ou das lesões do esófago.
O tratamento da DRGE passa por alterações do estilo de vida e da alimentação, tratamento farmacológico (inibidor da bomba de protões) ou cirúrgico (habitualmente uma operação de Nissen laparoscópica).
É importante referir que, se não devidamente tratado, o refluxo gastro esofágico provoca uma esofagite erosiva que pode, em alguns casos, evoluir para cancro do esófago.

Patologias Perianal

As principais patologias da região perianal são:

  • Hemorroides
  • Fissura anal
  • Fístula/abcesso perianal
  • Prurido anal

A patologia hemorroidária manifesta-se habitualmente com hemorragia e desconforto. A dor só é intensa se ocorrer trombose (formação de coágulos no interior das hemorroides).
Dor intensa é mais característica de uma fissura anal ou um abcesso perianal.

As principais queixas que os doentes referem são:

  • Hemorragia
  • Dor/desconforto
  • Prurido/ardência
  • Protusão (sensação de que algo está a sair)

As descrição dos sintomas juntamente com a observação da região anal permite chegar, na maioria das vezes, ao diagnóstico e selecionar o tratamento adequado.

Obesidade

Nas últimas décadas, a proporção de adultos com obesidade tem vindo a aumentar de tal forma que a OMS a considerou como a “epidemia global do século XXI”.
O obesidade leva a um aumento do risco de outras doenças como a hipertensão, a diabetes mellitus, as doenças cardiovasculares (doença coronária e vascular cerebral), a apneia do sono, as doenças osteoarticulares, a depressão, entre muitas outras.
O tratamento da obesidade mórbida é multidisciplinar, envolvendo a nutrição, psicologia, endocrinologia e cirurgia.

Os critérios para cirurgia bariátrica definidos pela OMS são:

  • Índice de massa corporal (IMC) superior a 40 kg/m2;
  • IMC igual ou superior a 35 kg/m2 associado a doenças relacionadas com a obesidade (diabetes, hipertensão arterial, apneia do sono, entre outras).

A cirurgia bariátrica tem demonstrado ser o procedimento mais eficaz para o tratamento da obesidade mórbida e doenças associadas. Conduz a uma perda de peso efetiva e duradoura, leva à melhoria ou cura das doenças associadas e reduz os custos de saúde a longo prazo.
A Consulta e Obesidade visa definir a melhor estratégia para um tratamento personalizado da obesidade e patologias associadas.

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Dr. Hugo Palma Rios

Dr. Hugo Palma Rios

Cirurgião Geral

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